Espera por Aécio leva PP a protelar apoio a Dilma 4 04UTC novembro 04UTC 2009
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Dificuldades regionais e a esperança do partido de ver o governador mineiro Aécio Neves (PSDB) candidato tucano à Presidência da República devem retardar até o próximo ano a decisão do PP de apoiar ou não a candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Na última semana, Dilma jantou com líderes do partido, fez elogios à atuação do ministro Márcio Fortes (Cidades), mas não ouviu da bancada a promessa de aliança. Segundo o presidente nacional, senador Francisco Dornelles (RJ), o partido “não tem pressa”.
Dornelles, tio de Aécio, externa sua simpatia à candidatura do mineiro à Presidência. Apesar de elogiar Dilma, diz que o tratamento dado ao PP por Aécio é “excelente”.
Além de Dornelles, o deputado federal Ciro Nogueira (PP-PI), que exerce forte influência na bancada federal da sigla, também trabalha pela candidatura Aécio e quer esperar uma definição do PSDB.
A aliança com o PT encontra ainda dificuldades em São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, Estados onde as lideranças locais têm fortes ligações com o PSDB ou defendem candidaturas próprias do PP. Minas, em apoio a Aécio, lidera os discursos regionais por uma decisão tardia sobre a aliança nacional.
O principal nome do PP em São Paulo, deputado federal Paulo Maluf, não compareceu ao jantar com Dilma. Arquiteto da candidatura própria do PP no Estado, ele é simpático à ideia de os diretórios ficarem livres para costurar alianças.
Já no Rio Grande do Sul, onde o PP participa do governo tucano, as lideranças locais são simpáticas ao PT, mas há forte resistência da bancada federal.
Em Santa Catarina, um palanque conjunto parece inviável e a disputa é acirrada. A deputada federal Ângela Amim, provável nome do PP ao governo, aparece nas pesquisas como grande adversária da candidata governista, a senadora Ideli Salvati (PT-SC).
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